{"id":2177,"date":"2022-04-14T22:59:29","date_gmt":"2022-04-14T20:59:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/?page_id=2177"},"modified":"2022-04-22T17:13:31","modified_gmt":"2022-04-22T15:13:31","slug":"reconnecting-with-your-culture-identificando-opatrimonio-cultural-das-criancas-em-santa-barbara-doeste-sp","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/reconnecting-with-your-culture-identificando-opatrimonio-cultural-das-criancas-em-santa-barbara-doeste-sp\/","title":{"rendered":"Reconnecting with your culture: Identificando o patrim\u00f4nio cultural das crian\u00e7as em Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste-SP"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Andr\u00e9 Frota Contreras Faraco<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Sandra Schmitt Soster<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, o primeiro instrumento de preserva\u00e7\u00e3o, o tombamento, foi institu\u00eddo em 1937, pela mesma lei que criou o ent\u00e3o Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (SPHAN). Al\u00e9m disso, o Decreto-Lei 25 tamb\u00e9m definiu que<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Constitui o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico nacional o conjunto dos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis existentes no pa\u00eds e cuja conserva\u00e7\u00e3o seja de interesse p\u00fablico, quer por sua <em>vincula\u00e7\u00e3o a fatos memor\u00e1veis<\/em> da hist\u00f3ria do Brasil, quer por seu <em>excepcional valor <\/em>arqueol\u00f3gico ou etnogr\u00e1fico, bibliogr\u00e1fico ou art\u00edstico (BRASIL, 1937, art. 1, grifo nosso).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil, promulgada em 1988, define no Artigo 216 que \u201cConstituem patrim\u00f4nio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, <em>portadores de refer\u00eancia \u00e0 identidade, \u00e0 a\u00e7\u00e3o, \u00e0 mem\u00f3ria dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira <\/em>[&#8230;]\u201d (BRASIL, 2016, p. 127, grifo nosso). Dessa forma, a lei se abriu aos sentidos simb\u00f3licos que as pessoas atribuem aos artefatos e pr\u00e1ticas culturais. Consequentemente, pela lei, os valores atribu\u00eddos localmente a artefatos e pr\u00e1ticas passaram a ser considerados e respeitados juntamente aos par\u00e2metros intelectuais j\u00e1 estabelecidos (ARANTES, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, mesmo nos dias atuais, n\u00e3o \u00e9 o que se v\u00ea na constitui\u00e7\u00e3o do estoque patrimonial brasileiro, onde preponderam as edifica\u00e7\u00f5es religiosas cat\u00f3licas, fruto do meio s\u00e9culo de predom\u00ednio do tombamento e dos crit\u00e9rios de \u201cvincula\u00e7\u00e3o a fatos memor\u00e1veis e excepcional valor\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Como aponta Paulo Marins ao comentar sobre a palestra de S\u00e9rgio Miceli (1987) na abertura da comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos do IPHAN,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>[&#8230;] mais do que apenas marcada pela not\u00e1vel continuidade, a a\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do IPHAN fora tamb\u00e9m pautada por uma evidente coer\u00eancia conceitual, que definira a rotina da pr\u00e1tica do tombamento a partir da aplica\u00e7\u00e3o reincidente do ide\u00e1rio modernista, cristalizado e congelado em uma esp\u00e9cie de \u201crefrig\u00e9rio\u201d. A canoniza\u00e7\u00e3o da arquitetura monumental, do barroco e da mesti\u00e7agem como evid\u00eancia do<em> ethos <\/em>nacional chegara \u00e0 d\u00e9cada de 1980 ainda plena de vitalidade, assim como a heran\u00e7a autorit\u00e1ria e excludente das pr\u00e1ticas de elei\u00e7\u00e3o patrimonial, concentrada nos t\u00e9cnicos e na aparente neutralidade de suas escolhas, derivadas sobretudo da descri\u00e7\u00e3o formalista e estil\u00edstica dos monumentos art\u00edsticos (MARINS, 2016, p. 11).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, em um pa\u00eds t\u00e3o diverso e rico em saberes, express\u00f5es e festividades, o patrim\u00f4nio edificado ainda \u00e9 hegem\u00f4nico, pois o instrumento do registro do patrim\u00f4nio imaterial \u00e9 muito recente (institu\u00eddo em 2000) e os estudos para um registro duram, em m\u00e9dia, uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse contexto, desde os anos 2000, se tem buscado cada vez mais no Brasil a promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial de vi\u00e9s decolonial, como pr\u00e1tica imprescind\u00edvel para promover engajamento social, mobiliza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o no campo do Patrim\u00f4nio Cultural. N\u00e3o mais no sentido proposto por Rodrigo Melo Franco de Andrade nos prim\u00f3rdios do IPHAN, o lema \u201cconhecer para preservar\u201d. Mas em um esfor\u00e7o para consolidar a\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas que buscam refor\u00e7ar a comunidade como protagonista do processo de descrever, definir e interpretar suas pr\u00f3prias mem\u00f3rias e identidades. Deslocando o olhar patrimonial do objeto para o sujeito, que \u00e9 quem verdadeiramente det\u00e9m o valor dado (REPEP, s.d.).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tais pr\u00e1ticas de educa\u00e7\u00e3o patrimonial tamb\u00e9m reconhecem a necessidade de questionar o patrim\u00f4nio cultural e as mem\u00f3rias oficiais, buscando identificar o que Smith (2006) denomina \u201cDiscurso Autorizado do Patrim\u00f4nio\u201d e formular estrat\u00e9gias para que as muitas culturas silenciadas possam contrap\u00f4-lo. Ou seja, abordagens do patrim\u00f4nio cultural a partir da realidade dos grupos locais, para oportunizar que o grupo mobilize, documente e divulgue o que faz parte da ess\u00eancia do seu cotidiano (que, como aponta S\u00f4nia Rampim, \u00e9 chamada pelos especialistas de patrim\u00f4nio cultural), que \u00e9 a guarda de objetos como necessidade humana (SCIFONI, 2017) e \u00e9 parte fundamental do direito \u00e0 mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, vem-se criando uma crescente demanda por a\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial no ambiente escolar, de forma a fomentar que o trabalho educacional esteja referenciado na din\u00e2mica das culturas locais, respeitando e reafirmando a condi\u00e7\u00e3o cultural brasileira plural e diversa. O entendimento \u00e9 de que o contexto cultural local n\u00e3o apenas circunda a escola, mas est\u00e1 presente nela (ESTANISLAU; DANTAS, 1996) e deve ser por ela incorporado \u00e0s distintas disciplinas de modo a valoriz\u00e1-lo. O que significa, em ess\u00eancia, valorizar a exist\u00eancia do aluno e da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A perspectiva \u00e9 de somar esfor\u00e7os para que a educa\u00e7\u00e3o patrimonial conquiste maior inser\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o escolar, no cotidiano das comunidades, nas inst\u00e2ncias de decis\u00e3o \u2014 colegiados, conselhos e comit\u00eas \u2014 e, consequentemente, na postura e espa\u00e7os das respectivas institui\u00e7\u00f5es gestoras. Trata-se de identificar a educa\u00e7\u00e3o patrimonial como tema transversal a todo o processo de preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural. Isso quer dizer que, desde o momento da identifica\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural em um territ\u00f3rio, processos dial\u00f3gicos sobre o conhecimento desse patrim\u00f4nio precisam se fazer presentes. (RAMPIM, 2019, p. 59-60).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Premissas compartilhadas pelo projeto internacional \u201c<em>Reconnecting with your culture<\/em>\u201d (RWYC), promovido pelo Centro Internacional de Pesquisa <em>Esempi di Architettura <\/em>(EdA), sediado na It\u00e1lia, e a pela <em>UNESCO University and Heritage<\/em>, desde 2020. No sentido contr\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o patrimonial que prop\u00f5e que o professor escolha um patrim\u00f4nio j\u00e1 oficializado e organize a aula sobre ele, a atua\u00e7\u00e3o do projeto RWYC se concentra em instigar os estudantes a pensarem sobre o seu pr\u00f3prio patrim\u00f4nio e document\u00e1-lo. A princ\u00edpio, as atividades envolvem o desenho, por ser uma \u201clinguagem universal\u201d, uma atividade f\u00e1cil e de baixo custo, ou seja, poss\u00edvel inclusive em escolas de baixa renda. E, ao final, o projeto disponibiliza espa\u00e7os para que o patrim\u00f4nio documentado seja difundido ao redor do mundo, em exposi\u00e7\u00f5es online e presenciais. Este artigo trata de uma das chamadas para exposi\u00e7\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Intitulada \u201c<em>Angels Drawing a Picture<\/em>\u201d, a exposi\u00e7\u00e3o foi organizada pela Profa. Dra. Olimpia Niglio, presidenta do RWYC, em conjunto com o comit\u00ea japon\u00eas, presidido pela Profa. Ako Katagiri e por Shinichi Yano (curador da exposi\u00e7\u00e3o e vice-presidente do comit\u00ea japon\u00eas RWYC). Inaugurada nos dias 18 e 19 de dezembro de 2021, no <em>Machida City Museum of Graphic Arts<\/em>, na cidade de Machita-Jap\u00e3o, a exposi\u00e7\u00e3o contou com 600 desenhos de 10 pa\u00edses: Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, M\u00e9xico, Marrocos e Peru. Os desenhos foram enviados por correio para o Jap\u00e3o, sem custo para os participantes. A exposi\u00e7\u00e3o percorreu ainda outras tr\u00eas cidades do Jap\u00e3o: <em>Koganei City Museum<\/em> (entre 12 e 13 de fevereiro de 2022), Mitaka (19 e 20 de fevereiro de 2022) e Sapporo (mar\u00e7o de 2022). Nessas tr\u00eas cidades, as exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o compostas apenas pelos desenhos estrangeiros. Os desenhos das exposi\u00e7\u00f5es do projeto est\u00e3o reunidos em <a href=\"http:\/\/www.drawingsfromtheworld.com\">www.drawingsfromtheworld.com<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O desenho como sistema de representa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso do desenho como sistema de representa\u00e7\u00e3o \u2013 uma premissa do projeto RWYC \u2013 pode alavancar o potencial da a\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial. Porque o desenho \u00e9 uma ferramenta de acesso \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, um meio de comunica\u00e7\u00e3o e de express\u00e3o, um tipo de comunica\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da linguagem verbal, e que carrega sentimentos, inten\u00e7\u00f5es, afetos, mem\u00f3rias e experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desenho \u00e9 um suporte lingu\u00edstico \u2013 uma vez que \u00e9 suporte material para uma comunica\u00e7\u00e3o \u2013 utilizado para a explica\u00e7\u00e3o de um mundo de fen\u00f4menos e pode ter incont\u00e1veis resultados, de acordo com a finalidade. \u00c9 uma linguagem de representa\u00e7\u00e3o importante porque \u00e9 sempre o resultado de uma multiplicidade de escolhas \u2013 em que aquele que desenha evidencia algumas caracter\u00edsticas do objeto desenhado e omite outras \u2013, uma vez que ele \u201c\u00e9 sempre uma interpreta\u00e7\u00e3o e, por isso, uma tentativa de explica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria realidade\u201d (MASSIRONI, 1982, p. 75). Por isso, o desenho, al\u00e9m de um resultado, tamb\u00e9m \u00e9 um processo, uma vez que \u00e9 uma forma de pensar e de se comunicar (MASSIRONI, 1982).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A arquiteta e diretora de arte Carla Caff\u00e9 explica que desenhar \u00e9 sair do lugar-comum. Ela defende que o desenho \u201ccria raiz\u201d, est\u00e1 do lado da perman\u00eancia. Que o tra\u00e7o do desenho \u00e9 mediativo. E que o desenho toca as pessoas, retira-as do anonimato e insere-as na condi\u00e7\u00e3o de testemunhas e c\u00famplices da veracidade do desenho (CAFF\u00c9, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CIEP Charles Keese Dodson<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Centro Integrado de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (CIEP) Charles Keese Dodson est\u00e1 localizado em uma regi\u00e3o perif\u00e9rica da cidade de Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste, no estado de S\u00e3o Paulo, no Brasil. O CIEP foi constru\u00eddo para atender \u00e0 demanda do Conjunto Habitacional Bosque das \u00c1rvores. O Conjunto conta com 1320 unidades de apartamentos populares destinados \u00e0s fam\u00edlias de baixa renda e foi entregue em 2016. Boa parte dos moradores vieram da favela Zumbi dos Palmares, que chegou a ter 250 barracos prec\u00e1rios, sem saneamento b\u00e1sico e sem infraestrutura urbana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da vulnerabilidade social das fam\u00edlias do Bosque das \u00c1rvores, a comunidade \u00e9 alvo de estigmatiza\u00e7\u00f5es \u2013 principalmente devido a suas origens \u2013, e constantemente associada aos problemas sociais: venda e consumo de drogas, prostitui\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia etc. Por isso mesmo, escolheu-se realizar uma a\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial no CIEP Charles Keese Dodson, contextualizada por uma atividade do RWYC, buscando evidenciar a diversidade cultural de um territ\u00f3rio que, por muitas vezes, \u00e9 t\u00e3o estigmatizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o foi realizada pelo arquiteto Andr\u00e9 Frota Contreras Faraco, entre os dias 03 e 04 de novembro de 2021. Contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, da dire\u00e7\u00e3o e da coordena\u00e7\u00e3o da escola, e da professora Rosemary Aparecida de Oliveira Castanho. Houve a participa\u00e7\u00e3o de 18 estudantes do 5\u00ba ano do Ensino Fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro dia, a professora Rosemary construiu conhecimentos sobre o Jap\u00e3o, em sala de aula, de forma dial\u00f3gica e participativa com os estudantes. Para mobilizar os conhecimentos que as crian\u00e7as tinham sobre o Jap\u00e3o, foram estruturadas as reflex\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>Voc\u00eas conhecem o Jap\u00e3o?<\/li><li>Voc\u00eas conhecem algo da cultura japonesa?<\/li><li>Por que estamos falando sobre o Jap\u00e3o e a cultura japonesa?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No segundo dia, o proponente da a\u00e7\u00e3o, visando \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos dos estudantes, prop\u00f4s uma primeira atividade, realizada individualmente: que eles fizessem cinco (5) desenhos na mesma folha. Cada um dos temas dos desenhos foi revelado ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do anterior. Os desenhos deveriam representar:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>o lugar mais importante para o estudante, para a sua fam\u00edlia, seus amigos e vizinhos;<\/li><li>algum elemento da natureza que fosse representativo do lugar em que eles moram;<\/li><li>uma festa da qual eles gostam de participar, ou gostam de ajudar na organiza\u00e7\u00e3o, ou que \u00e9 importante para a fam\u00edlia, para os vizinhos e amigos;<\/li><li>uma brincadeira, a que eles mais gostam de fazer com os amigos, irm\u00e3os e primos; e<\/li><li>uma forma pela qual eles costumam se comunicar e\/ou se expressar com o grupo ao qual pertencem.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao t\u00e9rmino da atividade, cada estudante apresentou para a classe os seus desenhos, e explicou o que eles representavam e a raz\u00e3o pela qual escolheu desenh\u00e1-los (Fig. 1).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"398\" src=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2178\" srcset=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-14.png 886w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-14-300x135.png 300w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-14-768x345.png 768w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-14-600x270.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption>FIGURA 1 &#8211; Crian\u00e7as desenhando e participante apresentando seu desenho para a turma<br>Fonte: Andr\u00e9 Faraco, 2021.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, o proponente problematizou com as crian\u00e7as:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>O que \u00e9 Cultura?<\/li><li>O que \u00e9 Patrim\u00f4nio Cultural?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma coletiva e dial\u00f3gica, proponente e crian\u00e7as constru\u00edram o entendimento de que Patrim\u00f4nio Cultural \u00e9 tudo aquilo que \u00e9 portador de refer\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o, \u00e0 identidade e \u00e0 mem\u00f3ria locais. Oportunizou-se aos alunos, principalmente, o reconhecimento de que o que eles trouxeram naquelas representa\u00e7\u00f5es em desenhos constitui as refer\u00eancias culturais da vida deles. Al\u00e9m disso, as pr\u00e1ticas e os suportes materiais trazidos por eles nessas representa\u00e7\u00f5es podem ser entendidos como Patrim\u00f4nio Cultural, porque s\u00e3o portadores de refer\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o, \u00e0 identidade e \u00e0 mem\u00f3ria deles como estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, o proponente convidou as crian\u00e7as a, individualmente, selecionarem as representa\u00e7\u00f5es mais significativas da primeira atividade para representarem em um desenho final: que seria o desenho que representaria o Patrim\u00f4nio Cultural deles na exposi\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o. Para isso, o proponente passou algumas orienta\u00e7\u00f5es \u00e0s crian\u00e7as, como: desenhar com a folha no sentido vertical (retrato), tentar utilizar todo o espa\u00e7o da folha, tentar refor\u00e7ar os tra\u00e7os com cores mais escuras para deixar o desenho bem n\u00edtido e caprichar na pintura. Ao terminarem os desenhos, as crian\u00e7as foram convidadas novamente a coletivizar os desenhos com a sala, apresentar o que estavam representando e indicar suas raz\u00f5es, ou seja, qual a import\u00e2ncia daquele patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As crian\u00e7as elaboraram o desenho final com bastante entusiasmo e capricho. Porque estavam ansiosas com o fato de que os desenhos seriam enviados para o Jap\u00e3o \u2013 pa\u00eds do outro lado do globo terrestre, com pr\u00e1ticas e manifesta\u00e7\u00f5es culturais distintas do Brasil, como eles puderam compreender a partir da conversa no dia anterior (Fig. 2 e 3).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"945\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2179\" srcset=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-15.png 945w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-15-300x183.png 300w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-15-768x468.png 768w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-15-600x366.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 945px) 100vw, 945px\" \/><figcaption>FIGURA 2 &#8211; As crian\u00e7as exibindo com orgulho os seus desenhos<br>Fonte: AUTORES, 2021.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"518\" height=\"370\" src=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-16.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2180\" srcset=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-16.png 518w, https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2022\/04\/image-16-300x214.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><figcaption>FIGURA 3 &#8211; Mapa com indica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses participantes.<br>Fonte: RWYC, 2021.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para finalizar a a\u00e7\u00e3o, o proponente realizou uma roda de conversa com as crian\u00e7as, abordando que, embora haja diferen\u00e7as culturais, o Jap\u00e3o e o Brasil possuem la\u00e7os estreitos de amizade. E o que balizou essa conversa foi a vida e a obra da artista pl\u00e1stica Tomie Ohtake (1913-2015).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tomie nasceu em Kyoto, onde viveu a inf\u00e2ncia e a juventude. L\u00e1, aprendeu a escrever <em>hakai<\/em>, mantinha um caderno de desenhos onde registrava as pessoas, o sol, as constru\u00e7\u00f5es, aprendeu a tocar piano, a fazer <em>ikebana<\/em>. Tomie chegou ao Brasil em 1936, e se estabeleceu na cidade de S\u00e3o Paulo, para ajudar o seu irm\u00e3o (que j\u00e1 havia migrado para o Brasil anos antes) em um neg\u00f3cio de importa\u00e7\u00e3o de produtos japoneses. Tomie come\u00e7ou a pintar em 1952. Depois, come\u00e7ou a produzir esculturas e outros tipos de interven\u00e7\u00f5es. Essa conversa foi desenvolvida a partir do livro informativo infanto-juvenil \u201cTomie: cerejeiras na noite\u201d, de Ana Miranda (2006).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>A partir da mobiliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias e viv\u00eancias das crian\u00e7as no territ\u00f3rio em que vivem, a a\u00e7\u00e3o oportunizou que as crian\u00e7as participantes identificassem o seu pr\u00f3prio Patrim\u00f4nio Cultural, bem como que constru\u00edssem conhecimentos sobre ele de forma participativa e dial\u00f3gica. Afinal, o que as crian\u00e7as representaram nos desenhos s\u00e3o os bens materiais e imateriais, que s\u00e3o portadores de refer\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o, \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 identidade delas e da comunidade da qual fazem parte; portanto, constituem o seu Patrim\u00f4nio Cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como quem desenha realiza escolhas para representar parte do seu contexto cultural e de seus pensamentos, quem \u201cl\u00ea\u201d o desenho realiza conex\u00f5es entre tra\u00e7os, cores e imagens que est\u00e3o no papel e seu pr\u00f3prio contexto cultural e vis\u00e3o de mundo, aquilo que foi aprendido e apreendido ao longo de sua vida e junto de sua comunidade. E a escolha do desenho como linguagem em projetos internacionais \u00e9 coerente n\u00e3o s\u00f3 porque transcende as barreiras dos idiomas e do analfabetismo, mas tamb\u00e9m porque estimula a cogni\u00e7\u00e3o e a percep\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es entre as culturas, permite a representa\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas camadas imateriais do patrim\u00f4nio cultural dos envolvidos e estimula a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>A roda de conversa com as crian\u00e7as possibilitou uma compreens\u00e3o de que, por meio da cultura e do respeito \u00e0s diferen\u00e7as culturais, \u00e9 poss\u00edvel promover tamb\u00e9m uma cultura de paz e estreitar la\u00e7os de amizade. Tomie Ohtake, quando imigrou para o Brasil no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, assim como os outros v\u00e1rios imigrantes japoneses, superou diversas barreiras \u2013 lingu\u00edsticas, culturais e at\u00e9 mesmo o preconceito. Mas pela arte, pela cultura, ela n\u00e3o s\u00f3 conseguiu o reconhecimento pessoal e da sua obra, mas tamb\u00e9m, como outros imigrantes japoneses, contribuiu para a cultura brasileira. E agora, quase um s\u00e9culo depois, os desenhos das crian\u00e7as fizeram o caminho contr\u00e1rio, foram enviados ao Jap\u00e3o para representar a cultura brasileira naquele pa\u00eds. Ou seja, eles tamb\u00e9m est\u00e3o contribuindo, na condi\u00e7\u00e3o de sujeitos hist\u00f3ricos, para o fortalecimento dos la\u00e7os de amizade entre Brasil e Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>Como desdobramentos, destaca-se que houve uma grande repercuss\u00e3o da a\u00e7\u00e3o na imprensa local. O portal oficial da Prefeitura de Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste deu destaque para a a\u00e7\u00e3o, inserindo at\u00e9 falas da Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o ressaltando a import\u00e2ncia do projeto para as crian\u00e7as que participaram. A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ganhou destaque na capa do Jornal Tododia, de circula\u00e7\u00e3o regional, que tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o da quest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural de forma transversal \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o e ao cotidiano das crian\u00e7as. Essa repercuss\u00e3o pode vir a contribuir com o reconhecimento dos alunos participantes da a\u00e7\u00e3o e das suas comunidades como produtores culturais, superando as estigmatiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARANTES, Antonio Augusto. A salvaguarda do patrim\u00f4nio cultural imaterial no Brasil. In: BARRIO, \u00c1ngel Espina; MOTTA, Antonio; GOMES, M\u00e1rio H\u00e9lio (organiza\u00e7\u00e3o). <strong>Inova\u00e7\u00e3o Cultural, Patrim\u00f4nio e Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Recife: Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco; Editora Massangana, 2009. p. 52-63.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. <strong>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil: <\/strong>texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988. Bras\u00edlia: Senado Federal, Coordena\u00e7\u00e3o de Edi\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas, 2016. p. 127. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/518231\/CF88_Livro_EC91_2016.pdf &gt;. Acesso em: 05 jun. 2020. 17h08\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL. Decreto-lei n\u00b0 25, de 30 de novembro de 1937. <strong>Organiza a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico nacional. <\/strong>Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, Poder Executivo, Bras\u00edlia, DF, 6 dez. 1937. Se\u00e7\u00e3o 1, p. 24056.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAFF\u00c9, Carla. Av. Paulista. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, Edi\u00e7\u00f5es SESC SP, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ESTANISLAU, L\u00eddia Avelar; DANTAS, L\u00facia. Era uma vez&#8230; In: BRAND\u00c3O, Carlos Rodrigues. <strong>O dif\u00edcil espelho: <\/strong>limites e possibilidades de uma experi\u00eancia de cultura e educa\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: IPHAN\/DEPRON, 1996. p. 05-26.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FLOR\u00caNCIO, S\u00f4nia Rampim. Pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o patrimonial no IPHAN: Diretrizes conceituais e a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. <strong>Revista do CPC<\/strong>, S\u00e3o Paulo, n. 27 especial, p. 55-89, jan.\/jul. 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.revistas.usp.br\/cpc\/article\/view\/159666\/155800. Acesso em: 26 Fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARINS, Paulo C\u00e9sar Garcez. Novos patrim\u00f4nios, um novo Brasil? Um balan\u00e7o das pol\u00edticas patrimoniais federais ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1980. <strong>Estudos Hist\u00f3ricos Rio de Janeiro<\/strong>, v. 29, n. 57, p. 9-28, janeiro-abril 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/eh\/a\/Yf6CPL5tL3bMZBm4993wDLL\/?format=pdf&amp;lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/eh\/a\/Yf6CPL5tL3bMZBm4993wDLL\/?format=pdf&amp;lang=pt<\/a>. Acesso em: 15 mar. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MASSIRONI, Manfredo. <strong>Ver pelo desenho: <\/strong>aspectos t\u00e9cnicos, cognitivos, comunicativos. Tradu\u00e7\u00e3o Cid\u00e1lia de Brito. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1982. p. 75.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MICELI, S\u00e9rgio. SPHAN: refrig\u00e9rio da cultura oficial. <strong>Revista do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional<\/strong>, Bras\u00edlia, n. 22, p. 44-47, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIRANDA, Ana. <strong>Tomie:<\/strong> cerejeiras na noite. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letrinhas, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REPEP &#8211; Rede Paulista de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial. Princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o patrimonial. [s.d.] Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/goo.gl\/B9vHNB\">https:\/\/goo.gl\/B9vHNB<\/a>. Acesso em: 15 mar. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SCIFONI, Simone. Desafios para uma nova educa\u00e7\u00e3o patrimonial. <strong>Revista Teias<\/strong>, v. 18, n. 48, p. 5-16, jan.-mar. 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/25231\/19932&gt;. Acesso em: 13 jan. 2021. 10h54\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SMITH, Laurajane. <strong>Uses of heritage. <\/strong>Nova Iorque: Routledge, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Andr\u00e9 Frota Contreras Faraco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arquiteto e Urbanista graduado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), mestrando em Arquitetura e Urbanismo no Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (IAU-USP). Pesquisador do N\u00facleo de Apoio \u00e0 Pesquisa em Estudos de Linguagem em Arquitetura e Cidade (N.ELAC). Filiado como Jovem Pesquisador do ICOMOS-Brasil. Presidente do Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Cultural de Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste (fevereiro\/2021-mar\u00e7o\/2022). Recebeu o pr\u00eamio \u201cDestaque Cultural do Ano 2020 &#8211; Categoria Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Material\u201d da C\u00e2mara Municipal de Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">frotafaraco@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8343735003422228<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sandra Schmitt Soster<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicit\u00e1ria, Arquiteta, Mestre e Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo na USP. Gestora de GLAM &amp; Cultura da Wikimedia Brasil. Membro do Comit\u00ea ICOMOS-Brasil Interpreta\u00e7\u00f5es, Educa\u00e7\u00e3o e Narrativas Patrimoniais. Membro da Rede Paulista de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial (REPEP). Membro do Comit\u00ea Am\u00e9rica do projeto RWYC. Membro do projeto www.ipatrimonio.org. Desenvolve pesquisas e atividades educativas em invent\u00e1rios participativos, participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, m\u00eddias digitais e direito \u00e0 mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">soster.heritage@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/9177354683297726<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Cabe salientar que n\u00e3o est\u00e1 em d\u00favida a import\u00e2ncia desse instrumento diante da press\u00e3o imobili\u00e1ria para a renova\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica das cidades brasileiras ao longo de todos esses anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Frota Contreras Faraco Sandra Schmitt Soster Introdu\u00e7\u00e3o No Brasil, o primeiro instrumento de preserva\u00e7\u00e3o, o tombamento, foi institu\u00eddo em 1937, pela mesma lei que criou o ent\u00e3o Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (SPHAN). Al\u00e9m disso, o Decreto-Lei 25 tamb\u00e9m definiu que Constitui o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico nacional o conjunto dos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis existentes no pa\u00eds e cuja conserva\u00e7\u00e3o seja de interesse p\u00fablico, quer por sua vincula\u00e7\u00e3o a fatos memor\u00e1veis da hist\u00f3ria do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueol\u00f3gico ou etnogr\u00e1fico, bibliogr\u00e1fico ou art\u00edstico (BRASIL, 1937, art. 1, grifo nosso). J\u00e1 a Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil, promulgada em 1988,<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/reconnecting-with-your-culture-identificando-opatrimonio-cultural-das-criancas-em-santa-barbara-doeste-sp\/\">Leggi altro &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["entry","author-gpiscolla","post-2177","page","type-page","status-publish"],"acf":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2177"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2305,"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2177\/revisions\/2305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diculther.it\/rivista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}